OBuxixo - Fofocas, bombas, famosos, audiência, buchichos, flagras, novelas e TV: Mulher de Domingos Montagner fala pela primeira vez sobre a perda do marido: "É um exercício"

quarta-feira, 29 de março de 2017

Mulher de Domingos Montagner fala pela primeira vez sobre a perda do marido: "É um exercício"



Domingos Montagner faleceu em um fatídico acidente nas águas do Rio São Francisco, em Sergipe, onde gravava as últimas cenas da novela "Velho Chico". A perda do ator e artista circense comoveu todo o Brasil.

Seis meses após o ocorrido, Luciana Lima, 43, esposa de Domingos, fala sobre a perda do marido em entrevista exclusiva para a revista Marie Claire.

Confira os principais trechos do bate-papo.

MC Quando Domingos morreu, você pensou em desistir da comemoração de 20 anos da La Mínima?
LL O acidente abriu aquele buraco e ficamos sem chão. Ainda é muito turvo o que vivi nas primeiras semanas, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça desistir. À medida que o tempo foi passando, as coisas ficaram mais claras. Um mês depois, já comecei a pensar nos 20 anos da companhia junto com o Fernando. Estávamos conversando e ele ficou todo sem jeito de me perguntar o que faríamos. Entendemos que não dava para parar. A celebração virou uma homenagem ao Domingos.

MC No dia do acidente, como você recebeu a notícia?
LL
Não acompanhei as redes sociais, onde o desaparecimento era assunto desde as 14h. Quando deu umas 15h, o empresário dele me ligou, eu estava no galpão. Senti um tom preocupado em sua voz. Aí começou o processo. Liguei para a escola dos meus filhos, pedi que saíssem mais cedo para evitar que deparassem com o burburinho. O mais velho estava em casa. Assim que cheguei, disse a ele o que estava acontecendo, e ele respondeu: “Não vai acontecer nada, meu pai sabe nadar e não pode ir contra a correnteza. Vai se deixar levar, alguém vai encontrá-lo”. Concordei e pedi para não entrar em redes sociais. Perto das 18h, chegaram os pequenininhos – muitos amigos nossos já estavam ali conosco. Expliquei o que acontecia. O do meio começou a chorar, depois o menor. Mônica Albuquerque, diretora de produção da Globo, ligou pouco depois e disse: “Lu”. Nesse “Lu”, eu senti. “Você não tem uma boa notícia para mim?”, perguntei. Ela disse que não.

MC Como é se readaptar nesse momento após a perda?
LL É um exercício. Estamos ressignificando os lugares que frequentávamos com ele, alimentamos memórias. Mas as crianças assimilam a perda de outra maneira: o agora é mais importante do que o amanhã.

MC Então são eles que a ajudam...
LL
Diariamente. É o imediatismo deles que me sustenta. Estamos aprendendo a viver nessa configuração de família.